sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Vestibulanda


Quando se entra na escola é tão bom, vc aprende a fazer amigos, aprende a conviver com várias pessoas diferentes num mesmo lugar e ja recebe noções de comportamento, responsabilidade, respeito, obrigação, merecimento e reconhecimento.

Depois disso aprendido é hora do conhecimento, são somas, regras do português, descobrimento e localização do Brasil, corpo humano e até mesmo canções para se pular corda e muitos trabalhos.
As novas matérias parecem nunca ter fim, ja são agora multiplicações/divisões, mais regras do português, revolução francesa, teoria de Darwin e leis de Newton e alguns trabalhos. Ja se aprendeu nesse momento sobre copiar dever e colar em provas. As notas são cada vez mais cobradas por pais, professores e pela recuperação que está por vir.

Começamos a ficar cansados, agora ja estamos com '3 pi sobre 5', fórmulas enormes, reações/soluções, mais e mais regras do português, tipos de clima, de chuva e nuvens, várias revoltas e datas em lugares diferentes, classificação de seres vivos de A a Z, movimento dos planetas, densidade e vários filósofos diferentes com pensamentos diferentes, poucos trabalhos e aulas complementares a tarde, que é quando se aprende a matá-las jogando sinuca depois de um prato de tropeiro. Olá, recuperação final! (A educação física?! Já quase não se sabe o que é isso).
Agora estamos cansados! Temos tudo o que vimos nos passados anos e o que ainda nos falta conhecer. Número imaginário (i), geometria sólida, fórmulas ainda maiores do que as anteriores, campo elétrico/magnético, corrente elétrica, pouquíssimos trabalhos. Porém, é um ano diferente, é o último...TERCEIRO ANO...durante o decorrer do ano, desde o momento em que se entra na sala, tudo parece normal, os meninos e meninas enormes que antes passaram por aquela sala eram tão normais quanto eu, eu que era mesmo pequena (mais que atualmente). Não há magia, não há grande mudança em nossas mentes.

Esse ano é marcado sempre pela viagem, pela dedicação e luta da comissão, das rifas, dos festivais, das camisas e do baile.
Mas é nos mêses anteriores ao vestibular que nos damos conta do que está a nossa frente, o futuro profissional e adulto, a verdadeira responsabilidade e autonomia, o poder de uma escolha. (E mesmo assim ainda nos distraímos com as bobagens de sempre e matamos as aulas agora com truco)

Grande dia, dia de prova, uma enorme multidão concentrada para escolhas diferentes mas com o mesmo objetivo, um pouco cansativo mas gratificante. A chegada em casa pode-se considerar bastante emocionante, hora de conferir o gabarito e cada questão errada parece um dever que se deixou de fazer, uma aula matada, aqueeeela matéria que você sabia mas não praticou. Pode ser um pouco alarmante. Conferido o gabarito, 50%! Nada excelente, mas bom! Hora de esperar a correção das redações e o resultado final. E se concentrar para o próximo grande dia.

E então...Aprovada!! Você se enche de alegria, de orgulho, de um sentimento de realização com pitada de alívio, corre para realizar a matrícula e alegra a todos com a notícia. Há comemorações, abraços, declarações, muitos parabéns. E nesse momento se cria uma enorme preguiça de continuar com a escola, sabendo que o mais importante ja foi alcaçado, mas de nada adianta aprovação apenas de um.

São as últimas semanas e o sentimento pelos amigos e colegas parece crescer e o coração aperta só de pensar que aquela rotina vai ser deixada para trás. Nesse momento o ano muda completamente. O cansaço?! Agora ja não se sabe o que é ele. A vontade de ir na escola é reflexo da conciência de que aquilo alí acabará, que se tem que aproveitar. As dinâmicas são repletas de choro, abraços e até mesmo pedidos de perdão.

O peso do terceiro ano, pra mim, está bem nesse ponto, dizer que é o ÚLTIMO.

Mais grandes dias ocorrem, mais aprovações ou não, mais felicidade pelos colegas que também conseguiram, pelos que não conseguiram mas não vão desistir, pelo orgulho e reconhecimento dos pais.

Dia de pegar o boletim no colégio, reencontrar alguns amigos e realmente dizer que acabou. Aprovada! Voltar pra casa...

Primeiros dias de férias, sempre tão desejadas! Mas com o passar do tempo, se sente um vazio. Antes era bom pensar que veria de novo 'aquele' professor, estaria 'naquele' colégio, veria 'aquele' amigo todos os dias, ficaria 'naquele' lugar durante o intervalo. Dessa vez, esse sentimento simplesmente não existe, o que está na frente é novo, desconhecido, é mais assustador que mudança de colégio no meio do ano (está sendo), mas ao mesmo tempo desafiador, curioso e desperta interesse.

Outro peso é dizer que passou rápido demais, que se tem vontade de voltar no primeiro dia de aula, mesmo com todas as dificuldade, fazer tudo de novo, viver novamente tudo o que ocorreu alí e não perder simplesmente nada, nenhum segundo.

É nesse fim que está a magia, o crescimento, o amadurecimento, todo o aprendizado, toda uma bagagem que te acompanhará pro resto da vida.


Leticia Leão

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Ponto Final

É tudo apenas a sombra do que deveria ser...


Sofremos; e à eles nada é feito...

A justiça, que deveria agir em prol dos certo, é utilizada pelos errados como 'ganha-tempo' e ainda é, às vezes, a solução pros mesmos.


Ponto Final

O crime é cometido, porém a lei ainda não existia
O processo aberto, uma enorme despesa repleta de esperança
Durante muitos anos, luta de quem não se cansa.

Os sentimentos de angústia e mágoa afloram
Trazendo lembranças que esfolam
Qualquer coração antes em alegria
Enquanto nos enrolam com burocracia.

Imagiando que a dor de hoje
a perda, as lágrimas
um dia
Seriam compensadas.

A escolha de um caminho cheio de óbstáculos
Todo o esforço
A imagem de uma solução
Tudo lindo num esboço.

Leticia Leão

sábado, 29 de novembro de 2008


Que atire a primeira pedra quem de nós nunca fez algo para chamar atenção. Você já chamou atenção? Nós conseguimos? Eu consegui? Você conseguiu?

Já riu? Já chorou? Já citou pensamentos, recitou poemas? Já se cortou, já contou histórias? Já tomou remédios? Já se espantou? Já gritou, já sussurrou? Já mudou o olhar, a expressão? O que já fez pra chamar atenção?

Será que às vezes reclamamos e não percebemos que temos até demais. Será que somos fracos o bastante pra querermos enxergar apenas o que nos falta? Será que às vezes não somos frios sem perceber. Não acreditamos na situação do outro? Ou será que temos, para os mesmos problemas, as mesmas intenções, porém soluções diferentes? Qual solução você quer? Será que podemos escolher? Será que teremos sempre opções?

Será que nos tornamos tão fracos que escolhemos ignorar as coisas boas para nos mantermos? Será que ignoramos a ajuda que nos dão/querem nos dar para necessitarmos sempre desta? Por quê? Por que muitas vezes chamamos atenção, mas não queremos, de fato, vários olhares sobre nós? Será que nos tornamos tão fracos que não conseguimos lidar com as conseqüências, com os objetivos alcançados, ou será que não queremos que acabe? Necessidade de problemas, de tristeza, de amargura? Necessidade de necessitar?

Já mentiu? Já distorceu a verdade? Já desviou o olhar, já fingiu não ver? Já pulou? Já se escondeu? Já disparou a falar? Já perdeu a noção? O que já fez pra chamar atenção?

Leticia Leão

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Eu voto e voto NULO!


Eles dizem: "Não vote nulo" ; "Voto nulo é abrir mão dos seus direitos, da sua opnião" ; "escolha bem antes de votar" ; "vote no candidato que lhe parece melhor"...

Nesse ano, eu voto e digo, voto NULO! Discordo completamente da alegação de que o voto nulo é falta de opnião, de atitude, é de exatamente isso que meu voto é constituído.

Tenho conhecimento dos candidatos este anos e nenhum deles me passa confiança além de estarem envolvidos em corrupções ou serem apoiados por outros corruptos. O que posso fazer? Depois de ouvir as pesoas dizendo sobre responsabilidade, seriedade, elas querem que eu vote no que eu considerno 'menos pior'? Que eu vote em qualquer um apenas porque tenho que votar? Que eu use meu direito em pról de algo que não acredito receber retorno? Isso sim, pra mim, é falta de opnião, é abrir mão da mesma.

Outra escolha que tenho é votar em branco e entregar meu voto ao condidato que está ganhando. Adianta? Entregar sua opnião na mão de todos os outros eleitores? Com o MEU voto, isso eu não faço. Eu o anulo, eu mostro minha opnião, minha descrença nos candidatos, minha posição diante das eleições este ano, minha consciência se algo ocorre depois.

Não sei se é maioria, minoria ou se são todos, mas não sou a única que tem tal vontade, uma vez que estamos cansados, vemos quase sempre alguém que colocamos no poder nos enganar e participar de roubos, fraudes, se tornarem criminosos.

Utopia minha, Brasil ter uma eleição anulada, vergonha nacional, insatisfação da maioria, quem sabe assim não percebem que a situação tem que mudar. Porém, pelo menos pra mim, otimismo é uma palavra que não consta nas regras da política, portanto, caso isso um dia ocorra é bem capaz que, ao invés de termos uma eleição anulada, tenhamos uma eleição fraudada.
Leticia Leão

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Jogue fora aqui o seu dinheiro...


Bom, acho que a minha mão já diz muita coisa, mas a mania de escrever já deixa um texto completo em minha mente, portanto, não hesitaria em colocá-lo aqui.
A crítica que quero expressar aqui envolve capitalismo, ambição, manipulação e necessário/desnecessário.
Estava indo para o colégio e fiquei chocada, ao pensar na possibilidade da existência de uma lixeira para se jogar dinheiro, afinal, "quem joga dinheiro fora, é louco". Peguei então uma nota que tinha no bolso e simulei a ação para tirar essa foto, pois queria dizer que, apesar de não ter jogado de verdade, no fundo era o que eu queria. Anteriormente a esse dia eu já pensava sobre questões relacionadas à dinheiro, como no Dia das Mães. Várias propagandas não se cansam de repetir que, uma mãe feliz é uma mãe com celulares novos, carros novos e etc, não estou considerando isso errado, qualquer um ficaria feliz com presentes, mas o que me chama atenção é que no intuito de vender os produtos anunciados as empresas impõem apenas a felicidade material, como em uma que citarei como exemplo: Aparecia uma criança e se transformava em um buquê de flores para sua mãe e ela se sentia feliz. Uma segunda criança se transformava em um bombom e a mãe se sentia feliz novamente, então, uma terceira criança se transformava em um celular, e a demonstração de felicidade da mãe fora bem mais intensa. Lembrando ainda que, tais feriados, foram criados pelo capitalismo, para que haja consumo de presentes, dia das mães acontece todos os dias, elas são mães sempre. Portanto, creio que crianças que assistam televisões e vejam propagandas como estas, cresçam pensando apenas em felicidade material.
Quanto à ambição, creio que todo ser humano a tenha em si, porém, não deva usá-la como muitos fazem. A ambição pode ser considerada também uma virtude, claro, ambição não é só no dinheiro e mesmo sendo, tem seus lados positivos, desde que não prejudique pessoas ao seu redor. Ambição por felicidade, por desejos, por objetivos, por conquistas, o problema é quando essa ambição faz com que passemos uns por cima dos outros, em um pensamento egoísta ou a imaginável superioridade. A desigualdade social existe pelos dois motivos citados, a ambição faz com que alguns não consigam dividir seu dinheiro, que seria suficiente para o resto de suas vidas com sobras, entre as outras pessoas, não conseguem investir o dinheiro em algo que dê retorno à classes mais pobres. O outro motivo é a imaginável superioridade, que vem de muitos séculos, quando existiam ainda escravos. Alguns pensam que são melhores que os outros e que têm o direito então de dominar, de exigir, de cobrar, mas na verdade, somos todos iguais, o que pode diferenciar são as oportunidades, que deveriam ser iguais à todos. Alguns, mesmo tendo as mesmas oportunidades ainda se consideram melhores, o egocentrismo - crêem que tudo gira em torno delas mesmas - e isso, seja no trabalho, em casa, no trânsito, no colégio, na faculdade, qualquer lugar é prejudicial.
A moda também é um fator que influencia as pessoas e aliada à ela estão revistas e, mais uma vez, comerciais de televisão. A moda faz com que as pessoas se desfaçam logo de coisas compradas anteriormente e adquiram outras novas, não seria um problema se elas descartassem algo que não gostam mais, a questão é que algumas jogam fora pois "não está mais na moda", "ninguém mais está usando isso".
Não creio que o mundo funcionaria sem o capitalismo, até porque, este sonho já foi tentado antes, mas nunca concretizado, não é atoa que o socialismo é batizado de utópico, nunca foi alcançado o sonho de uma inteira sociedade pertencer à uma mesma classe social, aliás, uma sociedade que não tivesse tais divisões.
Mas eu deixo um sonho meu aqui, que é o de um dia, conseguirmos alcançar um mundo melhor, confesso que minhas expectativas são de anos, talvez mais alguns séculos, torcendo para que não entremos mais ainda em decadência...
Leticia Leão

segunda-feira, 17 de março de 2008

Análise estranha do meio urbano....


Em uma parte minha rotina dos dias de semana - acordar às 6:00 da manhã, ir à escola e regressar - passo todos os dias sobre uma passarela que do metrô utilizo para chegar em meu bairro, e todos os dias eu passava por ela, pensando em logo chegar em casa, almoçar e fazer as coisas que deveria. Todos os dias eram assim, minha "caminhada" de volta é demorada e cansativa, isso me estressava certas vezes e desejava sempre passar o mais rápido por aquela passarela.
A visão de cima da passarela é a de uma avenida, sempre muito movimentada, onde há um semáforo bem perto. Estava caminhando, era uma sexta-feira, meus motivos pra chegar em casa estavam ainda mais fortes, mas aconteceu algo comigo naquele dia. Desde que tinha me levantado eu observava cada coisa com mais atenção. Minha mãe que sempre se levanta no meu horário, apenas para me desejar um bom dia e me oferecer um café-da-manha, que nem sempre tomo. Os alunos do colégio, os grupos, as "panelinhas", os mais acanhados, os extrovertidos e os professores, cada um com um jeito de ensinar.
Ao meio dia e meio minha aula daquela sexta feira havia acabado e eu tomei o rumo de casa, no primeiro ônibus que pego passei o tempo todo calada, mesmo com alguns colegas por perto, alguns deles perguntaram o motivo do meu silêncio, mas nem mesmo eu conseguia explicar, parecia que só estava disposta naquele dia à ouvir e observar, como se tivesso perdido a fala, parecia ter só expressões faciais.
Depois de descer do ônibus, já no metrô, eu observava pessoas que falavam ao telefone, pessoas atrasadas, pessoas tristes, com raiva e também pessoas que olhavam pela janela, certamente pensando algo, que eu jamais adivinharia.
Certo tempo depois havia chegado à passarela, estava eu lá, com uma mochila cheia de livros e cadernos, num dia de Sol muito quente e comecei a andar...
No meio da passarela eu havia percebido que o semáforo havia acabado de fechar, então eu fixei os olhos na avenida, ainda andando e comecei a observar...
Tinham carros nas três pistas da avenida, mas o que mais me chamou a atenção foram os motoqueiros. Eles passam entre os carros como se estivessem realmente "costurando", um termo muito conhecido para esse tipo de situação. E quanto mais o tempo passava, mais os motoqueiros chegavam, um atrás do outro, passano entre os carros para chegar até à faixa de pedestres e esperar junto de todos o semáforo acender a luz verde.
Foi então que sorrí e axava graça de toda aquela situação.
Percebi que muitas vezes somos como os motoqueiros, estamos com pressa, passamos de qualquer jeito entre outras pessoas ou situações e quando chegamos lá na frente, temos que esperar como todos os outros. Foi exatamente o que me veio à cabeça, imaginar alguns daqueles motoqueiros tentando chegar o mais próximo possível da primeira fileira antes do sinal com o intuito de ser mais rápido e, na verdade, para muitos deles, não adiantava de nada e TODOS teriam de esperar.
Por mais que façamos de tudo para sermos mais rápidos ou melhores, nem sempre, estamos em vantagem, mas sim iguais, todos têm de esperar um "semáforo" na vida uma vez, e ele pode vir de várias formas. Era possível também imaginar alguns motoristas de carro reclamando dos motoqueiros, o que no final, também não adianta de nada.
E eu...bom, eu estava lá em cima, vendo e imaginando isso tudo. O quão engraçado é o ser humano e de uma capacidade incrível.
Mas, como sempre, eu não podia ficar alí parada, embora fosse minha vontade, pois os sinais já estavam abertos e aqueles motoqueiros e motoristas já estavam longe e o tempo havia passado, eu estava no mesmo lugar, tinha que ir embora. E fui.
Fui imaginando as inumeras vezes que sinais se fecharão e abrirão em vários lugares do mundo e que pode ter, em cada um deles, uma pessoa pra observar.
Leticia Leão

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Ainda Lembro

Olhando coisas antigas, percebo que tudo passa
Coisas boas se tornam lembranças
Coisas ruins se tornam experiências
E o tempo deixado nunca voltou ou voltará
Nessas horas, é que paro pra pensar
no quão rápido o tempo passa
e quando as pessoas partirão de minha vida
ou mesmo quando partirei.
Dizer que não me arrependo de nada, seria em vão
pois quem faz tudo certo, não é sábio de errar.
Penso também, nas amizades que poderia ter desperdiçado
se não fosse pelo perdão.
Temer é importante para ganhar forças aos desafios
e superá-los com o tempo nescessário.
Viver a vida intensamente, para que cada momento seja especial
Dar o melhor de si
para que haja reconhecimento.
Aproveitar o máximo e ser feliz
para que, com o passar do tempo, tudo isso se resuma em momentos que você dirá: Ainda lembro.

Leticia Leão