sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Fim da CPMF

FIM da CPMF

O governo vai preparar um conjunto de medidas para contornar os efeitos da perda da arrecadação da CPMF. O anúncio deve sair na semana que vem.

Preocupado em tranqüilizar o mercado, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, convocou uma entrevista coletiva no começo da tarde. Apesar da perda de R$ 40 bilhões da CPMF, disse que será mantida a meta de superávit primário, economia que o governo tem que fazer para pagar os juros da dívida.

“Nós vamos manter a política de responsabilidade fiscal e vamos cumprir as metas fiscais que estão estabelecidas. As medidas vão assegurar que as condições favoráveis que existem hoje na economia brasileira não sejam afetadas. Medidas que vão assegurar que a economia brasileira continuará crescendo com este vigor, com este equilíbrio que está ocorrendo nos dias de hoje”, garantiu Mantega. Programas sociais, como o Bolsa Família, serão mantidos, disse o ministro, mas o governo já estuda cortes. E desistiu de reduzir o peso dos impostos para as indústrias. “Nós tínhamos intenção de fazer um programa robusto de desonerações, uma desoneração importante seria na folha de pagamento, porém, com a frustração da arrecadação da CPMF, nós temos que suspender essas medidas”, explicou Mantega.

A saúde, segundo Guido Mantega, será o setor mais prejudicado com a perda do imposto. Os recursos extras, R$ 24 bilhões, nos próximos quatro anos serão revistos.

“A saúde pública brasileira está de luto. Foi uma perda importante para a socidade. Perdeu a sociedade brasileira, perdeu a saúde pública”, lamentou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.


JN - http://jornalnacional.globo.com/Jornalismo/JN/0,,AA1665965-3586-765667,00.html



Enfim, recapitulando...

A CPMF arrecadava aproximadamente R$ 40 bilhões por ano e no dia 1º de Setembro/2007 não foram liberados R$ 3 milhões para investimentos na saúde. Para onde mais iria este dinheiro se não para o bolso dos políticos corruptos que foram elegidos?


Guido Mantega, minístro da fazenda, assegura que tentarão manter a meta de superávit primário, e que a perda dos arrecadamentos da CPMF não irão afetar os consumidores. Óbviamente, não deveriam mesmo, mas eles não conseguirão, creio eu. Afinal, tais políticos não deixariam facilmente que R$ 40 bi deixassem de entrar em suas contas.


Não é de hoje que impostos e mais impostos são criados ou aumentados com o intuito de compensar um outro, a própria CPMF, que foi criada em 1993 - com um diferente nome (IPMF - Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira) - acabou em 1994, em 1996 foi novamente aprovada e passou a vigorar em 1997 com o nome de CPMF, e veio sendo prorrogada até o dia 14 de Dezembro/2007.


Qual será o próximo nome da "robalheira"? O imposto voltará quando?


"Lamenta" o ministro da Saúde, José Gomes, dizendo que o fim da CPMF é uma perda à sociedade brasileira devido às perdas dos investimentos na saúde pública.


Que investimentos?? Se não foram liberados nem R$ 3 milhões em R$ 40 bilhões.


- Ministro da Saúde, José Gomes


O conjunto de medidas para contornar os efeitos da perda da arrecadação da CPMF que será preparado pelo governo sairá na semana que vem, s solução é aguardar e esperar que os consumidores não sejam mais uma vez prejudicados.





Leticia Leão

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